A notícia de que índios da etnia Pirarrã (também chamados de piraãs, pirahãs ou mura-pirahãs) teriam supostamente roubado e assassinado, sequestrado ou na melhor das hipóteses ter prendido a comerciante Audelena Alecrim, na aldeia da Reserva indígena, as margens do Rio Marmelo na divisa territorial de Humaitá e Manicoré no sul do Amazonas, considerada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) área de intenso conflito fundiário, inclusive armado. Repercutiu na imprensa internacional.

Jornalistas do continente Europeu, entraram em contato com a mídia local para saber mais sobre o assunto. A notícia de que uma mulher foi possivelmente morta por indígenas repercutiu tanto la fora que o principal site/jornal de notícias da Alemanha (www.zeit.de) está preparando a cobertura completa. É a qualquer momento o ‘Caso Pirarrã’ como ficou conhecido pode tomar a capa dos principais jornais nacionais e internacionais.

Devido a popularidade dos Pirarrã na Europa, levados por missionários, estudiosos e pela fama de ser o idioma mais difício do mundo o fato chamou muita atenção.

Antropólogos afirmaram que há divergências culturais entre os índios e os brancos e a falta de conhecimento sobre as leis por parte dos indígenas pode ter agravado a situação na região.

Caso Pirarrã

Familiares afirmam que Audelena estava em casa com as crianças quando um grupo de índios Pirarrãs chegaram com a desculpa de comprar mercadorias e perguntando sobre o comerciante Luis Alecrim (Marido da vítima), ela disse que ele não estava, então ela desceu o barranco para ir atender na margem do Rio (flutuante). Como demorou muito os filhos menores desceram para ver a mãe e só acharam a sandália cheia de lama e jogada com sinais de marcas de lutas corporais na beira.

O clima tenso entre o casal de comerciantes e os índios já é antiga, alguns índios chegaram a roubar as mercadorias algumas vezes, o que ocasionou a reação do empresário no inicio de 2016 indo até a aldeia atirar na direção dos indígenas que desapareceram na mata.

Desde então a situação do comerciante ficou tensa. Após este fato familiares informaram que os índios podem ter reagido desta forma, punindo a esposa do empresário.

O comerciante mora no local há vários anos, porém as terras foram transformadas em reserva indígenas e desde então os índios vivem querendo retirar o comerciante do local.

A irmã da vitima informou a imprensa local que acionou todos os órgãos federais (Exército, Funai, Polícia Militar, Polícia Civil e Órgãos competes) e não teve resposta, comunicou também que a Funai local não esta ajudando em nada e nem se pronúncio sobre o caso, gerando revolta em amigos e familiares da vítima.

Pirarrãs

Os pirarrãs se destacam de outras tribos pela diferença linguística e cultural. Eles habitam um trecho das terras cortadas pelo Rio Marmelos e quase toda a extensão do Rio Maici, no município de Humaitá, no Amazonas. Segundo a Funasa, em 2010, a população pirarrã era de aproximadamente 420 pessoas que possui cultura unica no mundo.

Uma característica curiosa dessa tribo é o fato de seus membros não acreditarem em nada que eles não possam ver, sentir ou que não possa ser provado ou presenciado. Por esse motivo a tribo não acredita em espírito supremo ou divindade criadora, apenas em espíritos menores que às vezes tomam a forma de coisas no ambiente (devido a experiência pessoal de cada indivíduo), e que a terra e o céu sempre existiram, ninguém os criou. Esforços já foram feitos para convertê-los ao cristianismo, talvez o mais relevante seja o do missionário americano Daniel Everett que nos anos 70 tentou evangelizar a tribo. Sem sucesso, escreveu um livro em que descreve sua cultura. Segundo ele, os indígenas perderam o interesse em Jesus quando descobriram que Everett nunca o viu de fato. Seu constante contacto com este tipo de pensamento acabou transformando Everett em ateu.

*Jornal de Humaitá – Com informações da mídia local.

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