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Cantor e vereador da Bahia ‘Igor Kannário’ diz que é mais autoridade que PM

Anderson Machado de Jesus, mais conhecido pelo nome artístico Igor Kannário. (Foto: Divulgação)
Cantor e vereador da Bahia ‘Igor Kannário’ diz que é mais autoridade que PM

O cantor Anderson Machado de Jesus, mais conhecido pelo nome artístico Igor Kannário discutiu com uma policial militar na noite deste domingo (21) durante sua apresentação na Micareta de Feira de Santana. O artista, que também é vereador de Salvador, pelo PHS, teria se irritado com uma PM quando seguia em seu trio. (veja vídeo)


“Se eu chego na hora iria arrancá-lo do trio”, diz coronel sobre Kannário na Micareta

Em resposta às declarações do cantor Igor Kannário durante sua apresentação, no domingo (21), último dia de Micareta de Feira, o coronel Adelmário Xavier, do Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL), disse ao site Acorda Cidade que faltou uma reposta mais rígida da Polícia Militar em relação ao comportamento do cantor. Ele declarou que o artista deveria ter sido conduzido em flagrante por desacato a funcionário público em serviço e que se estivesse na hora iria retirá-lo de cima do trio.

Durante a festa, o cantor parou de cantar para pedir a punição a uma policial feminina após acusá-la de agredir foliões durante a festa. Ele disse ainda que era mais autoridade que a policial por ser um vereador.  “Infelizmente quando isso chegou ao meu conhecimento eu já tinha saído do circuito porque se eu chego perto dele, o procedimento normal era deixar terminar a apresentação e conduzi-lo à delegacia. Se eu chego no momento, eu iria arrancá-lo do trio e se caso fosse eu iria fazê-lo engolir aquele microfone para ele aprender a respeitar as pessoas e a Polícia Militar da Bahia”, declarou o coronel.


‘Me senti humilhada’, diz PM que discutiu com Kannário na Micareta de Feira

A soldado da Polícia Militar Tainá Gomes, que protagonizou uma cena com o cantor e vereador Igor Kannário durante a Micareta de Feira de Santana, desabafou nesta terça-feira (23) em uma rede social. Ela relatou como foi a situação na sua perspectiva e afirmou que precisou utilizar a força por conta de “uma desordem” no meio da festa. Kannário acusou a PM de uso excessivo da violência e a desafiou. “Você é só uma PFem. Eu sou mais autoridade do que você. Eu sou vereador. Me respeite, me respeite! Procure seu lugar”, disse ele. “Ela tá mandando eu tomar no meu c*. É uma policial mandando eu tomar no c*? Ela tem que me respeitar, pô”.

Rede Social

Me chamo Tainá Gomes, tenho 28 anos, estudante de direito e policial militar do Estado da Bahia, mulher e guerreira que jurou garantir a segurança de todos, sem distinção de cor, credo, raça ou procedência social, destaco que mesmo com o custo da própria vida em uma sociedade cada dia mais violenta onde a imprensa noticia quase diuturnamente a morte de policiais militares.  Uma escolha que não me trás nenhuma desonra , a pátria amada verá que uma filha sua não foge a luta.

No domingo dia 21/05/2017 percorri cerca de 120 quilômetros para trabalhar na cidade de Feira de Santana, especificamente na Micareta de Feira , tudo ocorria conforme esperado, sendo utilizado todas a técnicas por mim apreendidas para permitir que a festa ocorresse em paz, dirimindo com a utilização da força necessária as desordens provenientes daqueles descompromissados com a corrente do bem e ordem pública.

Em um certo momento, onde me encontrava em patrulha ao lado do trio do cantor e vereador Igor Kanário ocorreu um tumulto, onde foi necessário intervir em uma rixa (um estado e hostilidade entre pessoas ), uma desordem da qual foi necessária a utilização da força para proteger aqueles que ali estavam apenas com animus jocandir (intenção de brincar ) daqueles que tinham em seu ímpeto  o animus Iaedendi (intenção de ferir), garantindo a volta de muitos pais e mães de famílias aos seus lares.

Neste momento o vereador, Igor Kannário, de cima de seu trio fez sinal de negação com a cabeça e repreendeu a minha patrulha, momento que  me antecipei a ele informando que estávamos fazendo o nosso trabalho  e  solicitando  respeito. Apesar da minha voz sair inaudível por conta do barulho do trio elétrico, o mesmo então iniciou seu discurso, uma verdadeira depredação pública , questionando quem era eu, que era apenas uma soldado da policia militar, que em nada mandava, que nem oficialato possuía,  fazendo gestos obscenos e incitando toda a população que o seguia contra mim, que me senti naquele momento impotente.

Fiquei barbarizada com discurso dele, pois o que ele disse que falei (que vai ter que provar ) não faz parte do meu vocabulário, me senti humilhada como policial, como Cristã  e como Mulher , que venci preconceitos para chegar até onde me encontro. Ingressei na carreira Policial Militar não foi para ocupar um cargo público e sim por idealismo, continuarei servindo com honra e com garbo a população baiana, nós mulheres somos o que nós queremos, temos competência para isto,  jamais esquecerei aquela situação vexatória na qual fui violentada moralmente sem direito de defesa e contraditório, mais grave as palavras afrontaram toda corporação.

Sempre pedi tanto a Deus e todos as vezes que visto essa farda agradeço a Ele pela oportunidade de fazer aquilo que gosto, participei de um certame bastante concorrido, não foi fácil , esperava apenas respeito, saliento que  nunca imaginei sofrer tamanho assédio moral  em pleno exercício da função (de serviço). Toda vez que for preciso o uso progressivo da força para manter a minha integridade  e a ordem pública eu o farei, sou profissional de segurança pública, técnica, fui instruída da melhor forma por aqueles e aquelas que acreditam nesta corrente do bem.

No dia seguinte ao saber do ocorrido vários amigos e colegas entraram em contato comigo para saber o que realmente aconteceu afirmando que não conseguiam me imaginar falando o que ele afirmou que eu disse. Quem acusa tem ônus de provar, minhas atitudes eu respondo, de cabeça erguida e sei bem de minha boa educação. Para completar a assessoria do cantor postou uma nota de “esclarecimento” me imputando mais uma acusação: de fazer gesto obscenos pra ele.

Talvez vereador,  se o Srº tivesse frequentado palestras instrutivas sobre legislação, conduta e ética, que são ministradas para todos o que assumem tal posição, no início de seus mandatos, saberia que    não possui imunidade parlamentar , seus ‘‘benefícios’’ se limitam somente ao âmbito interno.

É nesta ordem que escrevo lamentando a postura deste Parlamentar e pedindo providências para que posturas como estas não seja encorajada, peço atenção ao Ministério Público este que tem salvaguardado nossa nação.

As providências serão tomadas e todos aqueles que tentarem intervir na contra mão da lei serão em igual grau expostos.

SOLDADO PM T. GOMES.

Nota de Igor Kannário

“O cantor Igor Kannário, em sua apresentação na Micareta de Feira de Santana que ocorreu neste domingo dia 21 de maio, ficou abismado e surpreendido com o que viu do alto do trio elétrico. Teve que parar de tocar várias vezes em razão da violência policial. Em seguida, uma policial feminina fez um gesto obsceno e falou palavras de baixa calão para ele, que, indignado com o ocorrido simplesmente reportou-se à Pfem pedindo-lhe respeito.

Em outro momento Kannário pediu para banda parar de tocar por visualizar um policial militar agredindo crianças, mulheres e trabalhadores sem motivo algum, falando que o mesmo estaria “queimando” a instituição Polícia Militar, e que aquela conduta demonstrava o despreparo para exercer tal função. Deixou claro, entretanto “o máximo respeito” que tem para a toda a Polícia Militar e, em cima do trio, informou ao Prefeito da Cidade José Ronaldo, que tinha acabado de falar com o comandante da PM em Feira de Santana e que a autoridade pediu “mil desculpas” pelos fatos ocorridos, e solicitou que José Ronaldo conversasse com o mesmo para que esse tipo situação fosse resolvida e que as devidas providências fossem tomadas para punir os culpados.

O cantor esteve em todo o momento preocupado com a integridade das pessoas que ali estavam para aproveitar seu show. Diante de tal situação, Igor Kannário pedirá a designação uma Audiência Pública na Câmara de Vereadores, para que o Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Ancelmo Alves Brandão dela participe e esclareça os fatos e as providências. E apresentará uma representação perante o Procurador Geral do Ministério Público do Estado da Bahia e para a Corregedoria da PM apurem a violência praticada.

Atenciosamente.

Assessoria de Comunicação”.

Nota da SSP

“A Secretaria da Segurança Pública enfatiza que a Polícia Militar da Bahia é uma das mais qualificadas no Brasil em atuação em grandes eventos, servindo, inclusive de modelo para outros estados, que com frequência procuram a Bahia para ter acesso ao modelo de policiamento utilizado em multidões. Assim como as demais forças de Segurança do estado, a PM- BA foi destacada com a melhor nota das avaliações da Copa do Mundo 2014 e, nas Olimpíadas Rio 2016 não foi diferente.

A SSP ressalta ainda que está aberta a toda crítica fundamentada às polícias estaduais e que vai apurar os supostos excessos cometidos durante a Micareta de Feira de Santana, evento no qual participaram as corregedorias da PM e da SSP em regime de plantão, para receber qualquer tipo de denúncia abuso policial. No entanto, a SSP entende que levantar e instigar uma disputa de poderes em um evento público, inclusive desqualificando a centenária e respeitosa Polícia Militar não são condutas esperadas de um artista e membro do legislativo.

Ressalta ainda que o fato está sendo avaliado e que, caso se configure desacato, a SSP tomará as providências judiciais cabíveis. Por fim, a SSP reafirma que todo excesso policial deve ser denunciado, seja através da Ouvidoria Geral 3450-1212, redes sociais da instituição (Facebook, Twitter, Instagram), Disque-Denúncia (71 3235 0000) ou por meios das corregedorias policiais”.


*Jornal de Humaitá – Com informações dos sites locais da Bahia

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