Do total de pacientes internados em abril no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz nas enfermarias e salas de suporte avançado, 10,7% foram acompanhados pelo serviço de odontologia hospitalar no mês passado. Esses pacientes foram diagnosticados com algum problema odontológico, apesar de terem ingressado na internação por outro motivo. Em abril, 421 pacientes passaram pelas enfermarias e salas de suporte avançado da unidade.

O HPS Delphina Aziz é uma unidade do Governo do Amazonas, vinculada a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed) e fica na zona Norte de Manaus.
Iniciado no mês passado, o serviço de odontologia hospitalar tem o objetivo de prevenir casos de infecções por meio do tratamento de lesões e da correta higiene da boca. Toda unidade de saúde cerca seus usuários com o maior cuidado possível e, ao disponibilizar o serviço de odontologia, o Delphina Aziz visa tonar o tempo de internação do paciente menor e reduzir o uso excessivo de antibióticos.

A boca é a porta de entrada de inúmeras doenças e a presença de problemas odontológicos pode propiciar outras patologias, dentre elas as infecções pulmonares, renais e do revestimento interno do coração chamado de endocárdio. Por isso, tratar os problemas odontológicos é tão importante.

O trabalho segue um protocolo higiene bucal e há um calendário de treinamentos sobre o serviço de odontologia para que os colaboradores estejam capacitados para prestar atendimento seguro aos pacientes. Nesta terça-feira, 17, os colaboradores foram treinados sobre o passo a passo da higiene bucal conforme está definido em protocolo da unidade.

“Menos tempo internado o paciente recebe alta melhorada com maior brevidade e isso permite, inclusive, que mais pacientes sejam assistidos nos hospitais. Estudos mostram, ainda, que a implantação de um protocolo de higiene bucal e a ação de um cirurgião dentista nos hospitais podem reduzir custos, um bom uso dos recursos públicos”, destacou o cirurgião dentista David Pita, coordenador do serviço. Ele é membro do Colégio Brasileiro de Odontologia Hospitalar e Intensiva.

“De acordo com o nosso protocolo, identificamos e avaliamos as lesões existentes desde os lábios até a região da orofaringe. São realizados cuidados para tratar gengivite e dentes fraturados, além de procedimentos como limpeza, restaurações provisórias e remoção de foco infeccioso”, disse David. Dos 47 pacientes atendidos pelo serviço em abril, os principais problemas odontológicos identificados foram: mucosite (inflamação de uma membrana mucosa), gengivite (inflamação nas gengivas), periodontite (Tecido que fixa o dente ao alvéolo) e saburra lingual (placa bacteriana esbranquiçada na língua).


Por: Cleidimar Pedroso de Jesus / Secom

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