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Prevenção à intolerância é tema de Mesa Redonda na Aleam

Prevenção à intolerância é tema de Mesa Redonda na Aleam
‘Prevenção a (in) tolerância política, religiosa e social frente à violência sexual de crianças e adolescentes’ foi o tema da Mesa Redonda desta manhã (23), dentro do III Seminário Intersetorial de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes no Amazonas. O evento encerrou hoje e aconteceu na Assembleia Legislativa (Aleam).
Tendo como mediador o deputado estadual Luiz Castro (Rede) – presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (Frenpac) -, o debate contou também com a participação do Dr. Denis Pereira, o Padre e Dr. Hudson Ribeiro e o Pastor Paulo Rodrigues, do Instituto Transformando Vidas/Igreja Batista.
Segundo o parlamentar, abril de 2017 foi o mês com maior índice de suicídios no Brasil. “Em parte, pelo jogo da Baleia Azul, mas é sabido que há muitos jovens LGBT que se matam por causa de todos os tipos de abusos sofridos, incluindo o preconceito, às vezes desde a tenra infância”, assinalou o presidente da Frenpac.
Luiz Castro também é a favor da discussão de gênero nas escolas contanto que haja um debate com pedagogos, psicólogos, outros profissionais e o próprio Movimento LGBT: somente dessa forma, será possível passar a orientação de acordo com a faixa etária e o desenvolvimento psicossocial.
Manaus tem tolerância aparente
Aparentemente, Manaus é bastante tolerante. A verdade, porém, é que a capital amazonense é a cidade com maior índice de LGBTfobia do Brasil. Os dados foram apresentados por Denis Pereira, professor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) com doutorado em Violência contra LGBTs em Manaus.
Dados sobre os homicídios apontam que os assassinatos acontecem em casas, porque o LGBT reside sozinho. Segundo o professor, esse crime é o desfecho de um processo de diversos tipos de abuso, como o físico, moral e, em alguns casos, até sexual.
“Manaus tem um histórico de violência de estupros corretivos, especialmente no caso de lésbicas. Na maioria das vezes, são padrastos, primos, tios que realizam o crime com a alegação de construção de identidade (‘é porque ela não teve homem’). O final desse abuso é trágico e é um dos fatores de suicídio entre os jovens LGBT”, assinalou Pereira.

 

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