Manaus – Os produtores rurais de 41 municípios do Amazonas têm até hoje (15 de maio), para notificar a vacinação do rebanho – bovinos e bubalinos de todas as idades – dentro da primeira fase da campanha “Amazonas sem Aftosa”, que iniciou no dia 15 de março e encerrou no dia 30 de abril. 

Nesses 41 municípios, segundo o secretário de Produção Rural, José Cidenei Lobo, os produtores e pecuaristas tiveram mais 15 dias após o encerramento da campanha para notificar a vacinação. O prazo foi encerrado nesta segunda-feira.

Para notificar, o produtor deve procurar um escritório do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) ou da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) no seu município munido da carteira de vacinação.

A notificação, explica Cidenei Lobo, é uma etapa obrigatória dentro da campanha e garante o registro do rebanho no sistema da agência de defesa e o repasse dessa informação ao Mapa. Quem não vacina e não notifica está, ainda, passível a penalidades como a multa. Não pode, ainda, retirar Guia de Trânsito Anima (GTA) – documento obrigatório para o trânsito de animal dentro e fora do Estado -, não pode participar de eventos pecuários e tão pouco transportar os animais para comercialização.

No Amazonas, a multa é de R$ 40,00 por cabeça de gado não imunizado além de mais R$300,00 por propriedade e pagamento dos custos de deslocamento para Adaf realizar a vacinação, de acordo com a Lei nº 2.923, de 27/10/2004, e Decreto nº 25.583, de 28/12/2005.

A campanha “Amazonas sem Aftosa”, coordenada pela Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) e pela Adaf, é divida em duas fases com duas etapas cada uma. A campanha do Governo do Estado faz parte das ações de Defesa Sanitária Animal para promover a erradicação da doença em todo o Estado, de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Nova etapa

Em outros 21 municípios – Apuí, Barcelos, Canutama, Carauari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro, Guajará, Boca do Acre, São Gabriel da Cachoeira e Tapauá -, os produtores rurais participam de uma nova etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa que iniciou no dia 1º e segue até o dia 30 de maio.

A vacinação, reforça o secretário de Produção Rural, é obrigatória e deve ser aplicada em bovinos e bubalinos de todas as idades. A imunização do rebanho garante a sanidade animal e possibilita a abertura de mercado, a valorização do gado e o livre comércio de animais, produtos e subprodutos para todo o país.

“Por isso o Governo do Amazonas, através do nosso governador David Almeida, está reforçando junto ao produtor e pecuarista as datas de cada etapa, onde adquirir as vacinas e os riscos para o Estado e para o produtor a não imunização do rebanho. Produtor que vacina o gado está protegendo o seu patrimônio e garantindo a valorização da atividade no mercado nacional”, pontua.

Atualmente o rebanho do Amazonas é 1.210.509 animais, sendo 1.136.232 bovinos e 74.277 bubalinos. O preço médio da dose de vacina oscila entre R$1,80 e R$2,20. A vacina deve ser adquirida em casas agropecuárias credenciadas pela Adaf ou, nos municípios que não possuem esses estabelecimentos, nos escritórios Idam.

Sobre a doença

A febre aftosa é uma doença causada por um vírus altamente contagioso, que acomete bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos e outros animais de cascos fendidos.

Toda suspeita de doença vesicular, segundo Alexandre Henrique, é de notificação imediata e obrigatória. Qualquer pessoa que verifique a existência de sinais clínicos, tais como: salivação (babeira), claudicação (manqueira), vesículas (feridas) na boca, patas e úbere de bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos, além de outras espécies de casco fendido, deve comunicar imediatamente a unidade mais próxima da ADAF.

Área de médio risco

O Amazonas hoje é considerado médio risco para febre aftosa, segundo classificação do Mapa tendo atualmente quatro municípios com status sanitário livre de aftosa com vacinação reconhecido internacionalmente: Boca do Acre, Guajará, Sul de Lábrea e Sul de Canutama.

Com exceção do Amazonas e Amapá, o restante do país é livre com vacinação e somente o estado de Santa Catarina é livre sem vacinação.

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