A experiência do Amazonas em telemedicina é um dos destaques do 3º Congresso Internacional de Atenção Primária à Saúde, realizado em Teresina, Piauí, entre os dias 4 e 6 deste mês.

O tema central do congresso esse ano é a Telessaúde e a Telemedicina. Por se destacar nesse cenário, o Amazonas foi convidado a participar do debate, que discute experiências que possam ajudar na estratégia de saúde da família.

Quem apresentará a experiência do Estado em telemedicina e telessaúde será o diretor-presidente do Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), Pedro Elias de Souza.

“O Estado do Amazonas é o estado brasileiro com a maior experiência em telemedicina e telessaúde. E da região Norte, certamente, o que tem melhor estatística, tanto em telecardiologia como em telerradiologia”, destaca Pedro Elias.

Na área de telecardiologia, o Estado atende a todos os municípios do interior. De 2008 a 2017, já foram emitidos 388,3 mil laudos de Eletrocardiogramas à distância. O trabalho, nesse período, permitiu a descoberta de alterações cardíacas em mais de 116 mil pacientes do interior submetidos ao exame.

O núcleo de telessaúde do Amazonas na área de cardiologia funciona no Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), emitindo laudos 24 horas por dia.

“Em telemamografia, temos, certamente, a melhor iniciativa na área pública, custeada pelo governo do Estado, na prevenção do câncer de mama”, afirma o diretor do Francisca Mendes.

Segundo o Pedro Elias, a meta atual do estado na área de telessaúde é ampliar o programa para a área de telecitologia oncológica, com exames que possam prevenir o câncer de colo uterino.

“No seminário, vamos fazer uma explanação de tudo que o Governo do Estado, junto com o Ministério da Saúde, tem investido nessa área, e aquilo que estamos prevendo para os próximos anos, para que possamos dar qualidade de vida aos nossos pacientes do interior”, declarou Pedro Elias.

Com investimentos na área de telessaúde e telemedicina, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) promove a fixação de médicos no interior e economiza nos gastos com remoção de pacientes do interior para a capital.

“O programa também serve como fixação dos médicos que trabalham no interior, porque sabem que podem contar com o apoio de especialistas aqui na capital. Além de reduzir custos com remoção de pacientes, dando ao morador do interior a possibilidade de receber um tratamento à distância no seu próprio município. Portanto, é um programa muito importante e estratégico para o Estado do Amazonas”, completa Pedro Elias.

Quem promove

O seminário é organizado pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), por meio do Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação Permanente para o SUS (NUEPES), Programa de Mestrado profissional em Saúde da mulher da UFPI e Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), com apoio de organizações como Ministério da Saúde e Organização Pan-Americana da Saúde.

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