Hospitais, prontos socorros e demais unidades de saúde da capital e do interior já estão recebendo os 526 itens de medicamentos e de materiais laboratoriais adquiridos pelo Governo do Amazonas no mês de maio. A aquisição dos itens foi anunciada pelo governador David Almeida, no dia 17 de maio. Em torno de R$ 52 milhões foram empregados na compra dos medicamentos.

De acordo com a Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), órgão responsável pela compra, recebimento e pela logística de entrega e envio do material, 40 municípios já receberam 3.625 volumes e na capital, as unidades hospitalares também já estão recebendo.

Todas as 365 unidades de saúde do Estado devem receber o material, dentro de um cronograma estabelecido pela Cema. A previsão é que o interior seja completamente abastecido até o dia 4 de julho.

Os medicamentos estão sendo encaminhados obedecendo a um cronograma com estratégia de logística para cada local de destino. No caso do interior, o embarque é feito por via fluvial e transporte rodoviário. Além dos hospitais, as unidades de pronto-socorro devem receber os itens, as coordenações de endemias, DST/AIDS, programa Saúde Mulher e Oncológicas, de todo o Amazonas.

Os municípios da Região Metropolitana, como Iranduba, Manacapuru e Novo Airão, receberam, no último dia 29 de maio, 700 lotes de medicamentos e materiais hospitalares. Até o início do mês de julho, os municípios da Calha do Juruá, como Envira, Ipixuna, Juruá, Carauari, Itamarati, Eirunepé e Guajará, devem ser abastecidos. Para essa região foram enviados, no último dia 6, mais de 400 lotes de medicamentos. Eles chegarão às cidades em torno de 30. No dia 12 de junho, o município de Santa Izabel do Rio Negro recebeu 80 lotes de medicamentos para abastecer as unidades de saúde da localidade.

Conforme o diretor da Central de Medicamentos, Erick Barbosa, o Governo do Estado também autorizou a aquisição de mais 60 itens para atender às demandas de baixa e média complexidade das unidades do interior. “Mais 60 itens foram autorizados pelo governador David Almeida para serem enviados ao interior. Esses novos medicamentos estão sendo adquiridos diretos de laboratórios oficias e devem chegar nos próximos 15 dias”, estima Barbosa.

Embarque via fluvial é o mais usado

Boa parte do envio dos medicamentos e equipamentos para o interior foi realizada pelo principal modal da região, as embarcações fluviais. Além das embarcações, o transporte desse material é feito por via terrestre e, em alguns casos, via aérea. A Central de Medicamentos iniciou o processo de envio de todo os itens adquiridos no final de maio e, até o início de julho, as unidades hospitalares do interior Estado devem receber o material.

No caso dos medicamentos de urgência e os termolábeis, que são produtos sensíveis às condições de temperatura, a Cema utiliza o embarque aéreo. O diretor da Central, Erick Barbosa, afirma que a chegada gradual dos medicamentos está dentro do prazo estabelecido no plano emergencial.

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