A delegação de Tabatinga ficou em segundo lugar na somatória de medalhas (ouro, prata e bronze) na competição de jiu-jitsu realizada ontem, na quadra do Clube do Trabalhador (Sesi), durante a 40ª edição dos Jogos Escolares do Amazonas (Jeas). Em terceiro lugar ficou o Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Professor Sérgio Pessoa Figueiredo. O lugar mais alto do pódio foi para a Escola Municipal Jorge de Resende Sobrinho. A entrega das premiações do Juvenil foi realizada pelo secretário Executivo Adjunto de Gestão da Secretaria de Estado de Educação e Qualidade do Ensino (SEDUC), Raimundo Luiz Vidal Aleluia.

“Eu estou há dois meses na gestão e estou surpreso com a preparação desses . Eu vi meninos se destacarem, como o garoto de Tabatinga que foi campeão, promete esse garoto. Tem também o rapaz de Parintins e outros meninos que vieram do interior para a capital, as escolas estão de parabéns no incentivo a questão do esporte no que diz respeito ao jiu-jitsu, porque a educação é um todo, o esporte trás os vínculos de amizade de dedicação e cordialidade então é isso que nós estamos fazendo”, disse o secretário Aleluia.

O jiu-jitsu é um esporte que não classifica para as seletivas dos Jogos Escolares da Juventude (Jejs) que ocorrerá de 12 a 21 de Setembro na cidade de Curitiba. A modalidade não se encaixa como uma modalidade olímpica. Nos Jeas o jiu-jitsu foi retomado ano passado e existe a ideia de que a modalidade entre na lista para ser uma modalidade que classifique, assim como as demais, para a etapa nacional. Pelo menos é o que diz o assessor e coordenador responsável pelo esporte nos Jeas, Diego Vieira de Lima, da Secretaria de Estado de Juventude Esporte e Lazer (Sejel).

“O jiu-jitsu ainda não é um esporte olímpico, mas aqui no Estado do Amazonas é o segundo esporte mais praticado, perdendo apenas para o futebol e os números falam por si. Com o retorno da modalidade ano passado, tiveram 347 atletas inscritos e esse ano batemos a meta e inscrevemos mais de 500 atletas no Jeas, o jiu-jitsu é um sucesso em todo o Estado, aqui temos representados vários municípios, como Maués, Tabatinga, Boa Vista do Ramos, Coari, Benjamim Constant, e é conhecido como segundo maior polo mundial da modalidade. Creio que ano que vem nós estaremos nos jogos nacionais”, acredita Diego.

A atleta de Manacapuru, Débora da Costa Meneses, 15, do 2º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré, foi medalha de ouro pela categoria juvenil feminino (peso leve). Ela é faixa verde e venceu a adversária com uma chave de braço, contou que chegou a ficar dois dias sem comer para não passar do peso da sua categoria “É uma emoção muito grande porque essa semana eu treinei muito forte, passei até dois dias sem comer pra chegar aqui, eu quero até agradecer primeiramente a Deus e ao meu mestre, professor Caio e o professor Niltinho, que foi quem trouxe a gente”, frisou a casca-grossa.

A atleta que ficou com a prata a estudante Marcielly de Oliveira, 15, do 1º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Francisco Albuquerque pela categoria (peso leve) que é faixa laranja e também competiu pela primeira no Jeas disse que cada perda é um aprendizado, “Porque a gente não aprende só ganhando, a gente também aprende perdendo, então vou treinar mais, me esforçar mais, para ano que vem conseguir o ouro”, contou a atleta.
Medalhista de ouro da categoria peso leve, o faixa laranja Kauã Gabriel de Araújo Barbosa, 13, vem de uma família onde o pai e os irmãos são atletas de jiu-jitsu e a mãe sua treinadora. Para os Jeas, a jovem promessa da Escola Estadual Juraci Batista Gomes treinou seis horas por dia. “

“Eu sou professora de jiu-jitsu e toda a família compete, a gente trabalha nos eventos e ele (Kauã) começou com cinco anos de idade a competir. Desde então vem sendo campeão e destaque aqui no Estado. Ele participa de várias competições e pelos Jeas é a primeira vez, porque ainda não tinha idade para participar. Com certeza ano que vem ele vai estar de novo no Jeas”, completou a mãe de Kauã, Natália Oliveira de Araújo, 30.

O atleta do Instituto de Educação do Amazonas (IEA) Caio Lucas de Lima Pinto, 13, que estuda no o 8º ano do Ensino Fundamental também foi com o ouro, mas na categoria pesadíssimo. Ele falou que desde criança luta, “Desde muito pequeno, com 4 anos, eu já pratico o jiu-jitsu e hoje o esporte é a minha vida, eu pretendo voltar ano que vem. Meu oponente era muito bom e me impediu de fazer algumas manobras, mas eu vou treinar mais”, contou o atleta.

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