A vulnerabilidade de redes varejistas em relação à segurança

Não se trata apenas de criminosos ou quadrilhas especializadas, varejistas sofrem com furtos e roubos oriundos de consumidores e funcionários, e as perdas anuais ultrapassam bilhões.

Lojas invadidas de madrugadas, operadores de caixas que registram a mercadoria e não entregam ao consumidor, estoquistas que violam a embalagem, e até uma grande rede varejista que confessou que desde 2011 a 2016 tive uma perda de R$ 117 milhões em trocas de mercadorias que não voltavam ao estoque. Essas são apenas algumas de muitas histórias do segmento.

Estamos falando de grandes áreas e volumes de mercadorias, milhares de funcionários, câmeras inteligentes, cadeados eletrônicos e outros itens de segurança que deveriam por si só inibir qualquer ação criminosa dentro de redes varejistas, porém, a realidade não é bem assim. Ao longo dos anos o percentual de perdas no setor é grande e o investimento na prevenção e segurança nunca foi tão primordial.

“A prevenção no varejo sempre será algo de extrema relevância e, diante do cenário de recessão atual, a busca por eficiência nos controles crescem a cada dia. É de extrema importância considerar três pontos para mitigar os furtos: pessoas, tecnologia e gestão dos processos. A seleção de bons funcionários trará uma qualidade elevada na redução das perdas, lembrando que os treinamentos devem ser atualizado constantemente. Já a tecnologia deverá ser compatível com o nível do negócio, onde o custo benefício seja favorável. Outro ponto relevante é ter uma boa gestão dos processos – normas e procedimentos para que as atividades sejam cumpridas”, comenta Alexandre Judkiewicz, Diretor Nacional de Operações do GRUPO GR.

Gerenciar riscos é uma preocupação constante em todos os setores. O varejo é um segmento grandioso, deve buscar por soluções constantemente para facilitar suas operações e aumentar seus lucros. Investir em planejamento e em equipes dedicadas para a prevenção permitirá às empresas realizarem suas atividades com uma melhor eficiência.

“Um projeto de segurança eficaz e completo é aquele que consegue garantir a segurança de toda uma edificação. Entretanto, é de suma importância analisar o local – planta baixa – a ser realizado o sistema de segurança, identificando os principais pontos onde se devem instalar os dispositivos elétricos e segurança física. Já o grande desafio é proporcionar maior relação custo-benefício para o cliente, mitigando ainda mais os problemas que uma estrutura deficiente possa trazer ao negócio”, ratifica Judkiewicz.

A prática de furtos tem crescido cada vez mais. Todo e qualquer sistema de segurança ajuda a inibir os furtos, e essas ferramentas acabam por assustar os meliantes, uma vez, que ele for pego. O mercado vem adotando vários itens de segurança como: cadeados eletrônicos, etiquetas de rastreamento com alarme (RFID), para que possam evitar a retirada do produto não pago, câmeras digitais inteligentes capazes de detectar pessoas com movimentações bruscas, inclusive algumas que possuem o leitor biométrico facial para identificar suspeitos.

Segundo o Infopen (Sistema Integrado de Informação Penitenciária), a grande maioria dos criminosos presos é jovem, de baixa escolaridade ou com ensino fundamental incompleto. “No varejo, com ressalva a algumas quadrilhas especializadas, e funcionários que atuam no desvio de mercadorias, o perfil se mantém, principalmente quando falamos em ações pontuais ou pequenos furtos em estabelecimentos”, comenta o especialista.

Com esse cenário é de extrema relevância adotar estratégias de prevenção de furtos em longo prazo, como investimento em tecnologia. “Hardwares, softwares e sistema de circuito fechado de televisão – CFTV atrelados à segurança física / estratégica. Não há equipamento 100% e nem mesmo perda zero. O necessário é combinar processos juntamente com tecnologia e pessoas”, completa Alexandre Judkiewicz, Diretor Nacional de Operações do GRUPO GR.

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