Uma extração ilegal de madeira na foz do rio Mamuru – divisa entre Pará e Amazonas – foi denunciada hoje (31) pelo deputado estadual Luiz Castro (Rede). Da tribuna da Assembleia Legislativa (Aleam), o parlamentar mostrou um vídeo de uma embarcação transportando material ambiental ilícito.

Segundo o deputado, a madeira é retirada em tora, sem receber beneficiamento, nem gerando emprego e renda e maneira ‘completamente ilegal’. “Eles esperam anoitecer e, quando está bem escuro, eles partem na direção de Juriti, no Pará, para que não tenham nenhum risco de serem fiscalizados”, denunciou Luiz Castro.

O parlamentar da Rede disse ainda que já houve denúncias para órgãos ambientais, sem que algo tenha sido feito com o objetivo claro de mitigar o prejuízo ambiental, social e econômico dos dois estados.

“No futuro, quando as comunidades de madeira de Lei para utilizar nas suas construções ou fazer um algum manejo florestal sustentável, dentro do que preconiza a lei, não terão madeira para extrair da floresta porque estarão todas retiradas de maneira ilegal”, assinalou.

Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Aleam (Caama), o deputado lembrou que a extração irregular é realizada com madeira em tora: os criminosos tiram somente a copa das árvores, algumas vezes até a raiz, sem nenhum tipo de beneficiamento.

“Trata-se de uma extração totalmente predatória. A madeira inclusive chega a gerar emprego e renda no Pará e nas serrarias daquele Estado, onde, presumivelmente seja ‘esquentada’ (quando há regularização da madeira extraída de forma ilegal). Não temos nada contra nossos irmãos paraenses, mas tudo contra o crime”, afirmou o parlamentar.

Outro prejuízo econômico direto, inclusive porque o estado do Amazonas não arrecada ICMS sobre esta madeira, é o das empresas que estão cumprindo ou tentando cumprir a legislação, com inventário florestal, plano de manejo e todos os cuidados recomendados pela Legislação.

“Elas sofrem uma concorrência totalmente desleal dos madeireiros ilegais, que não pagam as taxas nem tem os custos que as Leis ambientais exigem. Ou seja, é só prejuízo para o Amazonas, é só algo que traz repugnância ao ver a inércia daqueles que deveriam estar defendendo o meio ambiente e também o patrimônio econômico e social do nosso Estado”, finalizou Luiz Castro.

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