Jornal de Humaitá

Presença portuguesa no interior de São Paulo alavanca gastronomia e turismo

Presença portuguesa no interior de São Paulo alavanca gastronomia e turismo

Tradições lusitanas são encontradas em diversos pontos e atraem público; a cidade de São Roque, a 60 km da capital, é um dos destaques

Quem caminha por entre as videiras ao som do fado em uma tarde de domingo, com um clima serrano, de temperaturas mais amenas, pode até ter a impressão de estar em Portugal. Na verdade, estamos falando de São Roque, a apenas 60 km da capital paulista. As tradições e a culinária lusitanas são cultuadas por lá e vêm atraindo cada vez mais turistas.

Essa atração pode ser explicada pelo destaque que a cultura lusitana vem ganhando na televisão brasileira. Novelas como “Novo Mundo” que conta de forma bem humorada a história do Brasil na época de Dom Pedro, “Tempo de Amar”, que ainda nem estreou, e a minissérie “Filhos da Pátria” mostram um interesse crescente pelas nossas raízes em Portugal.

Nossos laços com os portugueses são antigos e fazem parte da nossa identidade. Desde a chegada dos primeiros lusitanos há cinco séculos atrás, nossa cultura e gastronomia passaram a ser influenciadas por tradições que perpetuaram em solo português, como a festa junina, o consumo do bacalhau, entre muitos outros.

Esta presença significativa da colônia portuguesa, principalmente no Estado de São Paulo, tem origem na formação do estado. A Capitania de São Paulo era habitada, em sua maioria, por colonos portugueses, indígenas e, posteriormente, por escravos africanos. A cidade de São Paulo chegou a ser considerada a maior cidade portuguesa fora de Portugal, devido à grande presença de portugueses.

E a presença da colônia portuguesa rompeu fronteiras. Diversas famílias lusitanas se mudaram para o interior do Estado buscando novas oportunidades e transformaram a cultura das cidades.

São Roque, a terra do Vinho

Não é por acaso que São Roque é chamada de “A terra do Vinho”. A presença da colônia portuguesa é grande na cidade e tem grande impacto no turismo. A região possui diversos restaurantes portugueses que desenvolvem ações para a manutenção da cultura lusitana.

A adega e restaurante Quinta do Olivardo é uma delas. A casa realiza um trabalho de preservação das tradições portuguesas, especialmente da região da Ilha da Madeira, promovendo eventos tradicionais, como a festa de São Martinho, o Festival da Sardinha na Caçada e a Pisa da Uva. Também oferece bebidas de qualidade, servidas no clima tradicional, como o ‘Vinho dos Mortos’. Para fechar o ciclo, a casa resgata receitas seculares, como a Espetada Madeirense, Leitão à Bairrada e pastel de natas – produzidos e assados na frente do cliente -, entre outras delícias que fazem da gastronomia lusitana uma das sete maravilhas do mundo.

A Quinta do Olivardo também promove periodicamente apresentações artísticas com a participação de diversos fadistas que interpretam sucessos acompanhados de violão e viola portuguesa, que emocionam o público.

Vinho dos Mortos

A tradição de enterrar as garrafas de vinho, o chamado Vinho dos Mortos, surgiu em 1807, em meio à Guerra Peninsular, durante a invasão das tropas francesas em Trás os Montes e Beira Alta, Portugal. Conta a história que os invasores saqueavam as vilas, levando os alimentos e as bebidas e, para evitar o saque, algumas famílias passaram a enterrar sua produção de vinhos entre as pastagens, plantações e debaixo das adegas. Porém, o que ninguém imaginava é que isso pudesse interferir no sabor, deixando a bebida ainda mais saborosa.

Reconhecimento

O Conselho da Comunidade Luso-Brasileira do Estado de São Paulo reconheceu o trabalho desenvolvido pelo empresário Olivardo Saqui, proprietário da casa, em prol da cultura portuguesa. Para o fundador da Quinta do Olivardo, a homenagem recebida demonstra a importância da divulgação da cultura desses dois povos. “As relações seculares entre Brasil e Portugal se sobrepõem ao simples caráter de amizade e respeito, comumente atribuído à história em comum de dois países. Considero de total importância o fato de o país ter sido colonizado pelos portugueses, que deixaram como seu principal legado o idioma e as tradições que são mantidas vivas até hoje”, frisa.

OS2 Comunicação

Jornalista responsável: Thaís da Silveira

Atendimento: Camila Pedroso

Telefones: (15) 3318-1922 e (15) 99722-5506

Comentários

Comentários

Jornal de Humaitá

More in Jornal de Humaitá

PM prende homem acusado de Latrocínio em Manicoré

Jornal de Humaitá20 20America/Manaus novembro 20America/Manaus 2017

Polícia Militar apreende contrabando de cigarros, Quelônios e cocaina em Manicoré- AM

Jornal de Humaitá20 20America/Manaus novembro 20America/Manaus 2017

PM PRENDE HOMEM ACUSADO DE ENTRAR EM SALÃO DE BELEZA E AMEAÇAR FUNCIONÁRIOS COM ARMA DE FOGO

Jornal de Humaitá20 20America/Manaus novembro 20America/Manaus 2017

Mais de 28 mil candidatos vão fazer o Encceja neste domingo (19) no Amazonas

Jornal de Humaitá19 19America/Manaus novembro 19America/Manaus 2017

Vírus HPV

Jornal de Humaitá19 19America/Manaus novembro 19America/Manaus 2017

Conheça a doença mais comum da próstata

Jornal de Humaitá19 19America/Manaus novembro 19America/Manaus 2017

Comissão de Finanças aprova Projeto de Lei que altera PL de ingresso da PM e Bombeiros

Jornal de Humaitá19 19America/Manaus novembro 19America/Manaus 2017

Maués: Nova UBS tem capacidade para 300 atendimentos diários

Jornal de Humaitá19 19America/Manaus novembro 19America/Manaus 2017

EUA poderiam usar armas cibernéticas para prevenir um ataque de mísseis da Coréia do Norte

Jornal de Humaitá19 19America/Manaus novembro 19America/Manaus 2017
Seja bem vindo.

Categorias

Arquivos

Copyright © 2017 Jornal de Humaitá