As invasões ocorrem como represália a uma operação que pretende combater o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira, feita pelo Ibama, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Marinha, Exército e a Força Nacional. “Na operação, a Agência Humaitá atuou dentro das suas prerrogativas subsidiárias de inspeção naval, com ações voltadas para a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica”, informou a Marinha.

Na sexta, unidades do Ibama e do ICMBio em Humaitá foram atacadas e destruídas também pelos manifestantes. Além do ataque às estruturas dos órgãos públicos, servidores foram ameaçados e buscaram abrigo em um batalhão do Exército no município. De acordo com o Ibama, os servidores estão bem e se encontram em local seguro, fora do município de Humaitá. “Os danos materiais serão avaliados assim que a região voltar à normalidade, o que deverá ser garantido pelas forças de segurança pública. A Polícia Federal (PF) já iniciou investigações para identificar os responsáveis pelos atentados, que responderão pelos atos criminosos”, informou o órgão, em nota.

 


MARINHA DO BRASIL

COMANDO DO 9º DISTRITO NAVAL

Manaus, em 29 de outubro de 2017.

Nota à Imprensa

A Marinha do Brasil, por intermédio do Comando do 9° Distrito Naval (Com9ºDN), informa que, na tarde de sexta-feira (27), manifestantes tentaram invadir e incendiar a sede da Agência Fluvial de Humaitá (AgHumaitá). A ação foi contida pelos militares da Marinha com o apoio do Exército e da Polícia Militar do Amazonas.

No sábado (28), o Com9ºDN deslocou um pelotão de Fuzileiros Navais e o Navio-Patrulha Fluvial Rondônia para garantir a segurança de seus militares e familiares, de suas instalações e de seus meios em Humaitá.

Desde a última terça-feira (24), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio),a Marinha, o Exército e a Força Nacional realizavam uma operação para combater o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira. A prática de forma irregular, além de causar prejuízos nocivos ao meio ambiente, contribui para o assoreamento dos rios, contamina as águas com produtos da mineração, bem como, dificulta a navegação.

Na operação, a AgHumaitá atuou dentro das suas prerrogativas subsidiárias de Inspeção Naval, com ações voltadas para a segurança da navegação, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica. Essas ações tem caráter exclusivamente administrativo, que visam promover o desenvolvimento da região, garantindo o transporte de pessoas e cargas sem acidentes e sem prejuízos ambientais.

Vale ressaltar que, a AgHumaitá presta também, desde a sua criação, um relevante serviço à população de Humaitá e cidades adjacentes, por meio do desenvolvimento da mentalidade da segurança fluvial, orientando e formando novos aquaviários, mão de obra extremamente importante para uma região dependente da atividade fluviária.

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