Operação Fortress teve início na manhã desta quarta-feira, 18, em seis estados e no DF

Uma Operação da Polícia Federal de Rondônia apreendeu na manhã desta quarta-feira, dia 18, em Humaitá, no sul do Amazonas, uma frota de veículos de luxo do vereador Raimundo José da Cruz Santiago (PMDB), que adota o nome político de “Bem-Te-Vi” é do filho dele Raimundo José da Cruz Santiago Júnior, após cumprimento de busca e apreensão em suas residências. Os veículos saíram em comboio e levados para Porto Velho-RO.

Carros como Land Rover, Camaro, BMW, além de caminhonetes e um jet-ski e outros bens ainda não divulgados pela polícia, somados chegam a mais de 1 milhão de reais.

A operação chamada Fortess manteve sua base em Porto Velho-RO, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa voltada para o tráfico de drogas e lavagem de capitais em diversos estados do país.

Em Humaitá, moradores filmaram o momento em que a Polícia Federal levava os veículos do vereador.

Operação Fortress

A Polícia Federal (PF) de Rondônia deflagrou a Operação Fortress contra o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. As investigações começaram em maio após informações de que grupos criminosos, já com antecedentes por tráfico, continuavam atuando de forma organizada e utilizando empresas para a lavagem do dinheiro.O principal grupo de atuação estava sediado em Porto Velho.

Ao todo foram expedidos 20 mandados de prisão preventiva, seis mandados de prisão temporária, 16 de condução coercitiva, 35 mandados de busca e apreensão nos estados do Acre, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Rondônia.

Como o grupo movimentava um valor muito alto, segundo a PF, eles possuíam um esquema altamente organizado para a lavagem de dinheiro e investiam na compra de imóveis, aeronaves para o transporte de drogas, veículos e outros bens com altos valores.

Para atingir esses patrimônios, foram apreendidos diversos bens, sendo determinado, ainda, o bloqueio judicial das contas bancárias de 32 investigados e oito empresas utilizadas para a lavagem de dinheiro.

O trabalho de inteligência da PF através da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) e do Grupo de Investigações Sensíveis (GISE) conseguiu identificar os principais responsáveis pela compra, transporte e posterior revenda das substâncias entorpecentes. Os presos permanecem à disposição da Justiça Estadual do Estado de Rondônia.

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