Startup promoveu maratona de programação no último fim de semana

Entre a noite da última sexta-feira, 27, até o final da tarde do sábado, jovens programadores participaram da 1ª Maratona de Programação da startup GetNinjas, o Hackathon Ninja 2017, em São Paulo. O foco da ação foi encontrar soluções em acessibilidade digital para o aplicativo que conecta prestadores de serviços a clientes.

A equipe vencedora do Hackathon desenvolveu a ALAE, uma ferramenta para testes do código, que capta os erros antes do site ou sistema ir ao ar. A ALAE, retornará problemas do tipo: As cores dos botões ‘OK’ e ‘Cancelar’, se forem verde e vermelha serão confusas para usuários daltônicos. O diferencial dentre as demais ferramentas que já existem no mercado é de que esta é específica para identificação de soluções em acessibilidade, garantindo o acesso e entendimento de qualquer pessoa. Além disso trata-se de uma solução genérica, que pode ser utilizada por qualquer plataforma. “A ALAE se destacou entre as outras soluções desenvolvidas, pois enquanto as outras tratavam de questões segmentadas, esta abrange uma parcela maior dos problemas de acessibilidade. Sendo o público do GetNinjas tão diverso, essa ferramenta permite com que possamos alcançar nichos que ainda não possuem acesso à nossa plataforma”, explica Lucas Souza, CTO do GetNinjas.

Os participantes foram divididos em equipes e desafiados a estruturar a base de um projeto para incluir digitalmente pessoas que necessitam de acessibilidade tecnológica. Isso inclui desde aqueles que possuem dificuldades no uso da tecnologia, até idosos e pessoas com deficiências físicas, visuais ou auditivas. Os grupos passaram mais de 20 horas programando.

As soluções propostas pelas equipes foram desde incluir o consumo de serviços essenciais como os conectados pelo GetNinjas na vida de idosos e deficientes; melhora da performance do VoiceOver, assistente de voz do iOS; integração do Facebook e WhatsApp com o site para o envio de pedidos de serviços; até uma forma de garantir a acessibilidade a partir da formulação do código e de identificar a falta dela antes da produção.

Em meio à pressão para construírem algo inovador dentro de um tempo limitado, as equipes consideraram a experiência importante para criar essa concepção de acessibilidade pensada desde o início de um projeto. “As empresas se preocupam em evoluir em muitos processos de sua tecnologia, mas acabam esquecendo de ver a acessibilidade como algo prioritário. Com isso, acabam excluindo muita gente de ter acesso ao seu site, sistema ou aplicativo, já que é algo que deve ser planejado desde o início”, compartilhou Airton Zanon, um dos participantes da equipe ‘Quebra-Galho’ vencedora da maratona. Airton possui daltonismo, deficiência visual que atinge 8,5% da população mundial, de acordo com o Instituto Nacional do Olho, dos Estados Unidos.

Segundo o IBGE, mais de 45 milhões de brasileiros possuem ao menos um tipo de deficiência, o que equivale a 23,9% da população. Além disso, 12,9 milhões são analfabetos, sendo que metade dessa população tem mais de 60 anos. Assim, quanto mais as empresas se familiarizarem e priorizarem a integração dessas pessoas no meio tecnológico, ambos os lados só têm a crescer.

Sobre o GetNinjas
Disponível para Android, iOS e web, o GetNinjas (www.getninjas.com.br) é o maior aplicativo para contratação de serviços da América Latina. Em 2017, foi eleito pela Forbes Brasil como uma das empresas mais promissoras do Brasil. Atualmente, possui mais de 200 tipos de serviços disponíveis, entre eles estão profissionais das áreas de reformas, moda e beleza, assistência técnica, serviços domésticos, aulas, eventos, entre outros. A empresa, que recebeu R$ 47 milhões de aporte de fundos como Monashees, Kaszek e Tiger Group, já está presente em mais de 3 mil cidades do Brasil, registra cerca de 2 milhões de pedidos de serviços ao ano, e conta com mais de 250 mil profissionais cadastrados. O GetNinjas foi fundado em 2011 por Eduardo L’Hotellier, que atua como CEO – à frente das operações.

Por: falacriativa.com.br

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