A Internet das Coisas, ou IoT (internet of things) na sigla em inglês, avançou muito e está presente em cerca de 13 bilhões de dispositivos conectados, exercendo principalmente a função de “casa inteligente”

São Paulo, 19 de setembro de 2017 – É provável que no futuro a internet das coisas seja uma realidade em praticamente todos os setores da economia, comerciais e industriais, notadamente nas áreas de saúde, agricultura, segurança pública, manufatura e transporte.

Enquanto isso não acontece, sua maior aplicação é em ambientes residenciais, onde está sujeita a uma série de vulnerabilidades, muitas vezes desconhecidos pelos moradores. Previna-se conhecendo os principais perigos de ter uma casa integrada, de acordo com Jose Antonio de Souza Junior, Gerente de Operações da UL do Brasil, empresa especializada em certificações e segurança.

1. Todo e qualquer dispositivo provido de tecnologia wireless (sem fio), também chamado de inteligente, está apto a se conectar à rede e, portanto, sujeito aos riscos de um ataque cibernético. Os eletrodomésticos inteligentes mais vulneráveis são: televisores, refrigeradores, sistemas de controle iluminação, aquecedores e condicionadores de ar e sistemas de entretenimento entre outros.

2. Uma das sacadas mais inteligentes do IoT é o controle da casa a partir do carro, o que evita alguns desastres como o bolo queimar ou a sala ficar encharcada em função de uma tempestade. Porém, esta conectividade é uma porta aberta a uma série de vulnerabilidades que permitem o acesso à residência e o “roubo” de informações pessoais e confidenciais. Não é preciso que o mal intencionado conheça códigos ultraconfidenciais para explorar sua casa, um hacker com pouca experiência pode ter acesso a todos os seus dados, por isso, cuidado.

3. Além de interferência em informações sigilosas, um ataque cibernético pode deixar a casa vulnerável a uma pane geral.

4. Atenção aos sequestros. Eles estão se tornando cada vez mais comuns por meio da tecnologia usada para o mal. O sequestro virtual, também conhecido como ransomware, é caracterizado pelo bloqueio do computador da vítima, com a solicitação de resgate em dinheiro em troca da senha que irá destravar a máquina. Além de computadores, o golpe também afeta dispositivos móveis.

5. Ninguém mais usa lan houses, mas a internet pública, o famoso wifi livre, é outro item que inspira cuidados, pois pode ser um ponto sensível ao acesso mal-intencionado. Caso não se queira evitar o uso de maneira generalizada, é importante seguir alguns protocolos, listados ao final do texto.

6. É um erro acreditar que comandos de voz são à prova de ataques virtuais, pelo contrário, talvez sejam os meios mais suscetíveis ao risco de acesso indevido à rede, já que podem ser reproduzidos, por exemplo, por computador. Os sistemas por biometria e senhas são mais seguros, porém também requerem cuidados.

7. Importante saber: muitos dos dispositivos de IoT possuem um servidor web interno que hospeda um aplicativo para gerenciar o dispositivo. Como qualquer servidor ou aplicativo web, pode haver falhas no código que permitem que o dispositivo seja atacado. Como esses dispositivos estão conectados, os pontos fracos podem ser explorados remotamente.

8. Outro ponto de atenção é a necessidade de manutenção constante. Os dispositivos IoT podem ter serviços para diagnósticos e testes, que devem ser usados. Se estiverem em portos abertos, inseguros ou vulneráveis, eles se tornam potenciais buracos de segurança, mais propensos a ter um código explorável.

9. Algo que vale a pena validar com um especialista é se a criptografia de transporte está sendo feita porque se o dispositivo estiver enviando informações privadas sobre um protocolo inseguro, qualquer um pode ler. Nem sempre é óbvio quais informações um dispositivo IoT pode estar compartilhando, por isso é bom procurar ajuda.

10. E não custa dizer o óbvio: não revele sua senha em nenhuma hipótese porque sua privacidade pode estar em risco. O uso de senha de acesso é sempre essencial.

Principais cuidados para utilizar a internet das coisas:

– Manter os sistemas operacionais e drivers atualizados.

– Proteger contra atividades mal intencionadas atualizando antivírus e antimalwares.

– Manter dados em nuvem.

– Atualizar o Firewall.

– Auditar e analisar os incidentes de segurança quando reportados.

– Proteger fisicamente a estrutura contra acessos mal-intencionados, por exemplo, pela porta USB.

– Utilizar sempre senhas complexas, sem nenhuma correlação com dados pessoais como datas e números de documentos, e as troque regularmente.

– Pesquise antes de comprar equipamentos de conexão para sua casa ou mesmo eletrodomésticos ‘inteligentes’ (conectados à rede) e dê preferencia a marcas que são reconhecidas por seu cuidado com a segurança da informação (por exemplo, lançam frequentes atualizações de segurança).

Sobre a UL

A UL é uma empresa global independente de segurança que defende o progresso há mais de 120 anos. Seus quase 12.000 funcionários são guiados pela missão da UL que é promover o trabalho e ambientes de vida seguros para todas as pessoas. A companhia utiliza pesquisas e padrões para avançar de maneira contínua e atender a necessidades de segurança em constante evolução. No Brasil, a UL está há 16 anos prestando serviços de segurança que envolvem certificação, ensaio, avaliação, treinamento e validação, atendendo a uma grande variedade de indústrias e produtos, como válvulas industriais, tubulações, tanques e equipamentos eletroeletrônicos, brinquedos, fios e cabos, bens de informática, entre outros. www.ul.com.br

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