O primeiro colombiano morreu de doença terminal legalmente por eutanásia

BOGOTÁ, 8 de janeiro (Reuters) – O colombiano Victor Escobar se tornou a primeira pessoa no país andino a ser morta em uma eutanásia executada legalmente na noite de sexta-feira, confirmou seu advogado Luis Giraldo.

“Pacientes como eu, não terminais, mas degenerados, alcançaram o objetivo de vencer esta batalha, em uma batalha que abrirá as portas para outros pacientes que virão atrás de mim e aqueles que agora querem uma morte digna”, disse Escobar em um vídeo mensagem enviada para 60 Giraldo Media.

No sábado, uma segunda mulher colombiana com esclerose lateral amiotrófica (ALA), também conhecida como doença de Lou Kehric, foi sacrificada.

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Escobar sofria de doença pulmonar obstrutiva crônica em estágio terminal, o que reduz muito a qualidade de vida, e muitas outras condições, disse Giraldo à Reuters.

O procedimento foi realizado em uma clínica em Cali, capital da província de Valle del Cauca, na Colômbia.

“Eu não disse adeus, até logo”, disse Escobar.

Escobar lutou durante dois anos pelo direito à eutanásia diante da oposição de médicos, clínicas e tribunais, mas no ano passado o Tribunal Constitucional reconheceu que a prática não deve se limitar às vítimas da doença definitiva.

No sábado, Martha Sepulveda realizou o procedimento ao meio-dia na cidade de Medellín, informou a secretaria – que apoiou seu caso – em nota.

Zebul Veda, que foi diagnosticado com a doença de Lou Kehrik em 2018, estava programado para ser sacrificado em 10 de outubro do ano passado, mas o processo foi interrompido às onze horas.

O Tribunal Constitucional da Colômbia aboliu a pena de morte para a eutanásia em 1997 sob certas circunstâncias e em 2014 ordenou que a prática fosse simplificada. Foi a primeira pessoa na Colômbia a morrer de uma doença fatal segundo essas regras.

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De acordo com o grupo colombiano de direitos legais DescLAB, desde 15 de outubro do ano passado, 178 pessoas com doenças do fim da vida foram legalmente sacrificadas na Colômbia desde 2015.

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Relatório de Oliver Griffin e Louis Jaime Acosta Editado por Mark Potter e David Gregorio

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